O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

13/05/2007
Cidade fabrica e exporta adegas.
Jornal O Diário
saiba mais


19/04/ 2001
Adegas, Um Playground Requintado.
Jornal Valor
Econômico

saiba mais


18/06/2010
Feira de Hotelaria e Gastronomia
Uol Viagens
saiba mais


18/06/2010
Parceria de olho no segmento hoteleiro
Portal Revista Fator Brasil
saiba mais


21/06/2010
Designer apresenta novidades no segmento hoteleiro
Portal Onne
saiba mais


18/06/2010
Nova Equipotel 2009
Portal Hotel News
saiba mais



22/06/2010
Joshua Adegas oferece mobiliário para quartos de hotel de alto padrão
Site Maxpress
saiba mais


23/06/2010
Parceria de luxo
Jornal A Hora Online
saiba mais



24/06/2010
Soluções para o mercado hoteleiro
Brasilturis
saiba mais
O que tem em comum lugares badalados como restaurante Fratelli, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, a churrascaria Montana Grill, que funciona no mesmo bairro carioca, a famosa importadora de vinhos Expand, com sedes em vários pontos do País, a churrascaria Prazeres da Carne e a churrascaria Fogo de Chão, que faz sucesso em solo norte americano ? Todos os estabelecimentos guardam as garrafas de vinho – bebida sofisticada que exige rigorosos e requintados cuidados no manuseio – em adegas fabricadas em Mogi das Cruzes.

Em discreto endereço na Avenida Francisco Ferreira Lopes, em Braz Cubas, desde 1996 a Marcenaria Joshua fabrica e vende o produto para vários lugares do Brasil e exterior. Por trás de um singelo portão de ferro, cerca de 50 pessoas trabalham na confecção de adegas que vão, inclusive, parar inclusive em países como os Estados Unidos e Angola.

Mineiro Joshua Costa, proprietário do negócio, foi trazido a Mogi das Cruzes em 1986, convidado pelo grupo Itaipu, revendedores mogianos no ramo da construção civil. “Minha família já tinha uma marcenaria em Minas Gerais. Contando com o tempo em que trabalhávamos por lá, são 30 anos de atividade. Hoje estamos concentrados somente em Mogi das Cruzes”, conta. Foi uma coincidência que o profissional abandonou a confecção de outros itens em madeira para dedicar-se exclusivamente à produção de adegas. “Recebi encomenda de uma importadora de vinhos paulistana. Fiz o trabalho, eles gostaram e, aos poucos, percebi que este seria um belo mercado”, comenta o empresário.

A empresa mogiana realmente conquistou espaço dentro do “belo mercado”. Costa trabalha hoje na elaboração de quatro novas adegas que serão vendidas à churrascaria Fogo de Chão, nos Estados Unidos. Em média, cada uma delas tem capacidade para guardar 5 mil garrafas. O trabalho inclui a elaboração de projeto em imagens de três dimensões e a montagem em solo norte-americano. “Mandarei, em contêineres, as adegas desmontadas e enviarei o meu pessoal até lá para colocá-las em operação”, garante.

As adegas da Joshua são todas produzidas em madeira cedro rosa, altamente resistentes à umidade. O empresário tem entre a lista de clientes a Expand, uma das importadoras de vinhos mais famosas do Brasil. Somente para esta rede, a marcenaria já produziu adegas para mais de 30 lojas em diversos pontos do país. A Mistral e a Santa Maria são outros estabelecimentos do setor que escolheram as adegas mogianas para protegerem suas garrafas.

Quem visitar o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, poderá conferir a marca Marcenaria Joshua dentro do restaurante Josep Grill, cujos vinhos também são guardados em produtos da marca.

Vinhos de churrascarias renomadas como Montana Grill, Boi Preto e Villas têm a manutenção da qualidade garantida pelo trabalho executado na Avenida Francisco Ferreira Lopes. Para uma churrascaria que será montada em Angola, na África, o profissional vem elaborando uma adega de mais de 3 mil garrafas.

O trabalho para grandes marcas rendeu a Costa relacionamentos com ilustres clientes. O empresário conheceu o jornalista Reginaldo Leme ao produzir para ele a adega do Café Journal, que funciona em Moema, na Capital. Costa já apertou a mão do autor de novelas Agnaldo Silva, autor de “ Senhora do Destino”, na qual era exibido o restaurante italiano Fratelli, na Barra da Tijuca. A adega do estabelecimento também leva o nome Joshua. O ator Murilo Benício e o diretor e ator Daniel Filho são outros clientes.

O famoso restaurante Piantella, em Brasília, é mais um dos atendidos pelo grupo, bem como vários políticos cujos nomes o empresário prefere não revelar.

E os pedidos não param de chegar à unidade. A equipe está produzindo a adega do hotel Blue Montain, em Campos do Jordão, que guardará até 4 mil unidades. A adega da loja Expand do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, também está em andamento e será capaz de abrigar a 6 mil garrafas de vinho.

Costa tem também um ambicioso projeto para um cliente de Santo André, no ABC paulista, que planeja montar uma adega com seis andares na qual caberão 50 mil garrafas de vinhos “serão necessários elevadores” disse.

Provando a velha máxima de que em casa de ferreiro o espeto é de pau, Costa tem em sua residência uma singela adega, na qual cabem 250 garrafas. “Tenho clientes que mantêm em casa adegas de mil garrafas. Gosto de vinho, mas não tenho um acervo tão vasto”, confessa.

Empresário dá dicas para conservar vinhos

Falta de espaço não é impedimento para manter uma adega climatizada em casa. É o que garante o empresário Joshua Costa, que há dez anos fabrica adegas em Mogi das Cruzes e tem uma lista de clientes desde restaurantes famosos e importadoras até amantes de vinho que querem armazenar, no conforto da residência, as garrafas de maneira adequada.

“Podemos fazer desde adegas ambientes, que são do tamanho de um cômodo, como também menores e capazes de serem acopladas em compartimentos de um armário de cozinha”, explica.
Todas as adegas da Marcenaria Joshua são fabricadas em madeira cedro rosa, resistentes à umidade. “Os vinhos devem ficar em espaços nos quais a umidade fique entre 55% e 75%.

Se a falta de espaço não é impedimento para as adegas domésticas, o mesmo não se pode dizer do dinheiro. Apesar de não querer entrar em detalhes sobre preços, o empresário deixa claro que o compartimento deve abrigar bebidas de qualidade. “Existe uma variedade enorme de vinhos e de valores de garrafas. Encontramos vinhos de R$ 3,00 até de US$ 100 mil. No entanto, ninguém vai comprar uma adega para guardar vinho de baixa qualidade que, na verdade, não é nem vinho e sim uma cachaça de vinho”, avalia.

Por meio de condensadores e evaporadores, além da madeira de boa qualidade, as adegas mantêm a temperatura ambiente entre 14°C e 16°C. “Os vinhos são frágeis às oscilações de temperatura. A adega é como uma câmara frigorífica de temperatura positiva”.

Também é necessário que a garrafa receba ar em toda a sua volta. Jamais o vinho poderá ser guardado em pé. “O ideal é a posição horizontal, que mantém o líquido em contato com a rolha. A rolha, quando ressecada, compromete em muito a qualidade da bebida”. Em caso de lojas e restaurantes, onde é conveniente a visibilidade dos rótulos, é possível guardar as garrafas inclinadas. “Mas nunca em pé”, reforça.

Outra dica do profissional são os pinos de madeira. “Em caso de queda, é menos provável que a garrafa quebre. Imagina a pessoa que guarda um vinho durante anos e, sem querer, deixa que a garrafa caia bem na hora de abrir. Seria um desastre”.

Ele oferece um ano de garantia aos consumidores e, depois deste prazo, faz contrato de manutenção com os interessados. “Temos até um alarme que soa quando há problemas com o sistema de climatização”, afirma Joshua, acrescentando que o tempo médio para a confecção do produto oscila entre 20 e 30 dias.

Em Mogi das Cruzes, a empresa tem como clientes a Offer Importados e o restaurante Apollo.


Jornal O Diário de 13/05/2007 por Caroline Lopes